Sexo: Tô Dentro, Tô Fora, Tô Dentro, Tô Fora…

Atenção: Para ler este artigo, você tem que ter mais de 18 anos (ou mais de 18 centímetros). Portanto, se você não preenche nenhum dos requisitos, não feche essa janela. Leia mesmo assim. Nesse país ninguém respeita leis mesmo… Relaxe e Goze.

Fazer sexo é como descobrir a América. E não me perguntem de onde eu tirei essa idéia, porque eu juro que não sei, foi uma comparação que me pegou de assalto, do nada. Mas digo e repito: fazer sexo é como descobrir a América. Essa idéia pode parecer mais clara para quem está começando a vida sexual agora, ou a começou há pouco tempo. O iniciante, na verdade, é um desbravador, porque está penetrando (sem trocadilhos, por favor, o texto foi concebido no mau sentido) num mundo desconhecido agora. Claro, o iniciante, igual um desbravador, faz idéia do que pode encontrar, conhece todos os termos técnicos, mas na hora da verdade pode ficar tão perdido quanto Colombo, que morreu pensando que chegara nas Ãndias. Confesso, essa não é a melhor comparação possível para tratar desse assunto tão delicado, mas vou em frente.
Não só o sexo, mas o amor em geral é um território desconhecido. O sexo só é parte da materialização do amor, mas suas nuances são complicadas como regulamento de campeonato de futebol de várzea. O “fazer sexo†(para os mais românticos, “fazer amorâ€) é uma das maneiras de desbravar o amor. É para conhecer o amor a fundo. Para o flerte a gente já usa e abusa de odores, olhares e até do paladar, isso se a pretendente não estiver de dieta e gostar de ganhar uma caixa de chocolate de vez em quando. Mas no sexo esse exagero nos sentidos é elevado ao quadrado, principalmente o tato (nem o paladar escapa, mas para isso você tem que ter chantilly e não estar de dieta), que fica aguçado e cada toque é uma provocação.
O colonizador europeu teve que dominar os povos nativos e entrar em matas outrora virgens para achar alguma prova de que a lenda do Eldorado era verdade. O amor (que se estende para o sexo) é quase isso, com pequenas diferenças. Só que quem tem a palavra final sempre é a mulher, porém quanto mais a mata for podada, melhor (só que as matas hoje em dia não andam lá muito virgens) e é importantíssimo você saber onde fica o Eldorado, para evitar reclamações.
Até Colombo pensou em desistir, porque a viagem para chegar às Ãndias via oeste era uma viagem ao desconhecido, porque nem ele, nem ninguém tinha feito a tal viagem. Amar é viajar ao desconhecido e o corpo do outro é só parte desta viagem, que, não adianta, não tem mapa para nos guiar. Então, por mais que pareça complicado – e é, temos que nos arriscar. Arriscar-se, neste sentido, não dói, a menos que você seja sadomasoquista. A gente tem que seguir o exemplo de Colombo, só que com um pouco de moderação. Para o bem da espécie.

2 Responses

  1. Marcelo Henrique Marques de Souza

    É isso, Flávio.
    O amor não tem mapa: é um labirinto. E que bom que seja assim. Assim, nos descolamos um pouco de nós mesmos..
    Abraço

  2. observação para lá de filosófica, Marcelo… e veja também outra coisa: se o amor tivesse manual de instrução, ninguém ia ler mesmo… então é melhor ficar às cegas…abração.

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