Já Como Dizia… (2)
E com vocês, algumas máximas (e mÃnimas) de um dos maiores humoristas brasileiros de todos os tempos, o Barão de Itararé:
. De onde menos se espera, daà é que não sai nada.
. Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
. Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
. Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer.
. CleptomanÃaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomanÃaco pobre.
. O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
. Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
. O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
. Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.
. A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
. Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dÃvidas com o tempo.
. Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.
. Com as crianças é necessário ser psicólogo. Quando uma criança chora, é porque quer balas. Quando não chora, também.
. O fÃgado faz muito mal à bebida.
. Se você tem dÃvida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dÃvidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.
. Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
. Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…
. Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!
E a do UÃsque…
Eu tinha doze garrafas de uÃsque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, porque se não… - Assim seja! Seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa. Tirei a rolha da primeira garrafa è despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo, que bebi. Extraà a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo, que virei. Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uÃsque na pia, com exceção de um copo, que empinei. Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi.Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção. Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uÃsque e bebi a garrafa, com exceção da rolha. Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da garrafa, arrolhei o copo e bebi por exceção. Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem. Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove. Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas no momento estão ao contrário. Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou com uma sede louca …
O texto acima foi extraÃdo do livro “Máximas e MÃnimas do Barão de Itararé”, Editora Record - Rio de Janeiro, 1985, pág. 28 e seguintes, uma coletânea organizada por Afonso Félix de Sousa.
Para os que não conhecem o Barão de Itararé, uma breve biografia:
Eu achei esse texto no site http://www.culturabrasil.pro.br/download.htm, onde encontrei alguns bons livros para download. Confiram, vale a pena.
Tags: humor
Muito bom, Flávio.
Ri muito aqui..
O Barão era realmente formidável. brincava com as palavras e com as certezas como poucos.
Abraços