Eu e Meus Três TextÃculos
Ou ainda Minutos de Sabedoria
Comparo o inÃcio de ano com a arrumação do meu quarto. Apesar de que eu arrumo o meu quarto com mais freqüência, umas duas ou três vezes por ano, o começo do ano é quando a gente coloca as coisas em ordem, para poder bagunçar de novo.
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Ainda temos que defender as diferenças. O mundo está ficando muito chato, está todo mundo ficando igual. Mesmas roupas, mesmas atitudes, mesmas palavras, mesma falta de educação, mesma mediocridade. Já dizia um professor meu que temos que defender que todos nós sejamos igualmente diferentes, ou diferentemente iguais. Iguais em oportunidades, em acesso a cultura, mas diferentes nas particularidades de cada um, que fossem respeitadas…Igualmente. Entenderam? Não? Nem eu.
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Tem vezes em que a vida é uma espécie de crime sem solução. A gente pensa numa saÃda, pensa mais um pouco, dá um tempo e pensa de novo e ainda pensa mais um pouquinho antes de dormir para tentar arrumar uma solução em meio a um beco sem saÃda, mas não acha. Feliz é quem tem idéias do nada, porque não gasta dias e noites pensando numa saÃda para algo que parece que não tem como fazer mais nada. Mas mesmo assim a gente vai pensando, mesmo que pareça sem solução. Vai que dá certo?

Vou te falar um negócio, meu caro Flávio: meu quarto não escapa da confusão nem em janeiro…rs brabo..
Quanto à vida ser esse crime perfeito, muito boa. Me lembrou de umas leituras que fiz há um tempo.. e serviu de inspiração pra uns textos poéticos.
Abração
É, Marcelo, estou quase pedindo uma auda ao nosso excelentÃssimo prefeito para ver se ele tem algum projeto do Favela Bairro agendado para meu quarto…
Quanto ao crime perfeito que é a vida, é assim mesmo. Ainda estou para vr um CSI Del Castilho para resolver as confusões - algumas que, felizmente, estou vendo que são doces confusões - que estou me metendo…A vida é uma poesia. Digo, quase uma epopéia egoÃsta, onde os heróis somos nós mesmos.
Abraço