Gaza, a Outra

É outra Gaza, mas as vÃtimas são sempre as mesmas.
Gaza (música de Flavio Braga, Felipe Juliani e Danilo Juliani)
Linha Vermelha, sinal de perigo
Aqui não se foge, se acostuma
O pancadão emudece o velho choro
que ecoa da Maré até a Pavuna
Não há nada que estanque o sangue
No caminho entre o boteco e a igreja
Soldados do Alemão, na contenção
Não há poder público que nos proteja
Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas
Em Gaza
Se na Linha Amarela não pode passar
Mas não tem volta, sempre se acostuma
O sol brilha no céu com tantas pipas
e traçantes de Lucas a Inhaúma
Confundindo alegria com guerrilha
Só deus protege na falta de fé
Nunca é tarde para a tragédia
O sol não se põe no Jacaré
Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas
Em Gaza
Tags: guerra
É…
Até quando será assim ? Quem tem dinheiro mantém sua segurança particular; quem não tem, pede aos “céus” alguma proteção.
Abraços !
mas é o cúmulo da hipocrisia, James. Quando a violência mostrava suas garras só para os mais pobres, ninguem se importava. Agora que a violência assusta a todos, ae crescem os pedidos por paz…paz longe dos pobres, com muros altos, cães ferozes e seguranças, claro. Dá uma vontade de sair e saquear tudo, sabe?
Valeu pela força!
abraço