Gaza, a Outra


É outra Gaza, mas as vítimas são sempre as mesmas.

Gaza (música de Flavio Braga, Felipe Juliani e Danilo Juliani)

Linha Vermelha, sinal de perigo
Aqui não se foge, se acostuma
O pancadão emudece o velho choro
que ecoa da Maré até a Pavuna

Não há nada que estanque o sangue
No caminho entre o boteco e a igreja
Soldados do Alemão, na contenção
Não há poder público que nos proteja

Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas

Em Gaza

Se na Linha Amarela não pode passar
Mas não tem volta, sempre se acostuma
O sol brilha no céu com tantas pipas
e traçantes de Lucas a Inhaúma

Confundindo alegria com guerrilha
Só deus protege na falta de fé
Nunca é tarde para a tragédia
O sol não se põe no Jacaré

Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas

Em Gaza

Vocês podem conferir a música na parte “Escute Espantalho Torvo!”, aqui no blog, ou acessando o Bandas de Garagem (www.bandasdegaragem.com.br/espantalhotorvo)

2 Responses

  1. É…

    Até quando será assim ? Quem tem dinheiro mantém sua segurança particular; quem não tem, pede aos “céus” alguma proteção.

    Abraços !

  2. mas é o cúmulo da hipocrisia, James. Quando a violência mostrava suas garras só para os mais pobres, ninguem se importava. Agora que a violência assusta a todos, ae crescem os pedidos por paz…paz longe dos pobres, com muros altos, cães ferozes e seguranças, claro. Dá uma vontade de sair e saquear tudo, sabe?

    Valeu pela força!
    abraço

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