NadaCrônicas
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Ou ainda O Sonho, Parte 2
Uma coisa que sempre tive a curiosidade de saber era a respeito dos significados dos sonhos. Olha que eu nem sou desses de ver nos sonhos um aviso sombrio sobre o futuro. Era mais coisa de psicologia, sei lá. Uma das coisas que quero fazer um dia é dissecar algum sonho da minha mãe, que sempre tem sonhos malucos, mais ou menos assim:
- Bom dia, mãe.
- Bom dia.
- Dormiu bem?
- Dormi sim, meu filho. Mas eu tive um sonho estranho: sonhei que estava em Guarani com seu pai e mais seu tio Antônio, até que teve um terremoto e depois apareceu um dinossauro e engole teu pai. Aà aparece um carro da PM, e eu falo com os policiais, mas eles falam que não podem fazer nada, pois são do batalhão do Méier e não podem fazer nada numa cidade pequena em Minas Gerais. Então chamei seu avô Bruno, o Pelé e o Sérgio Chapelin para procurar o dinossauro que tinha engolido seu pai, mas na hora em que a gente está saindo de casa, sua vó liga falando que seu pai está na casa dela, já que o dinossauro deixou seu pai lá, inteirinho. Estranho, não?
- Mãe, por que o Pelé e o Sérgio Chapelin?
- Não sei.
- A senhora só tem sonho estranho mesmo.
E minhas dúvidas pareciam que iam ser eternas. Pareciam.
E entrei para a faculdade. Se não me engano, no primeiro ou no segundo perÃodo, tive aulas de Psicologia, só que mais voltada para a parte educacional. Mas a professora, muito gente boa, numa de suas últimas aulas, deu uma aula a respeito de sonhos, baseada em toda a teoria do Freud. Já que o sonho era uma mensagem pra lá de subliminar do inconsciente, eu, com esse curso rápido em decifrar sonhos, poderia saber o que se passa na cabeça das outras pessoas quando elas me contassem seus sonhos.
E o inÃcio foi animador. Eu arrumei uma cobaia, meu grande amigo Victor:
- Victor, aprendi uma coisa nas aulas de Psicologia que é muito legal. Eu aprendi a decifrar o sonho das pessoas.
- É? Então se eu contar para você o que eu sonhei você vai dizer o que eu estou sentindo?
- Uhum.
- Beleza. Seguinte. Muito simples. Sonhei que estava prestes a matar minha mãe.
- Fácil. Você brigou com ela ontem?
- A gente discutiu sim, e fui dormir com um pouco de raiva.
- Então é isso. Você estava matando sua mãe no sonho porque vocês tinham brigado, e ela provavelmente te tirou do sério, ou estou errado?
- Você tá certo! Esse troço funciona mesmo…
- Eu te disse, meu caro. Eu te disse.
E assim foi. Expliquei para ele a parte da teoria Freudiana que sabia, todo aquele papo da nossa cabeça pensar em fazer coisas que não podemos fazer na vida real para haver um equilÃbrio, e por aà vai. Dissequei uns sonhos meus que eu lembrava, dissequei outros de outras pessoas, e parecia que eu estava acertando tudo. Então fui para o desafio final: o inconsciente de minha mãe.
- Mãe, te disse daquela aula que aprendi a decifrar os sonhos e que eu acertei em cheio todos os sonhos que me meti a decifrar. Se a senhora me contar o que a senhora sonhou na última noite, vou acertar também.
- Que bom! Então vamos lá. Seguinte: sonhei que você estava loiro, mas que tinha sido raptado pela KGB. Até que sua irmã teve a ideia de mandar sinal de fumaça para o Greenpeace, e os seus amigos achando que você já tinha morrido. Até a Juliana Paes apareceu no sonho, falando de um tal de Kremilin, um russo que vivia no Rio há 30 anos, que ele sabia de tudo. Só que o russo na verdade era um boliviano, que tocava aquelas flautas estranhas, num grupo chamado Los Andes, com os Power Rangers e a Velha Guarda da Portela. Até que quando olhei de novo, o russo-que-era-boliviano tinha sumido e eu mais a Juliana Paes estávamos na Feira de São Cristóvão, dançando forró.
- Acabou?
- Sim.
- E eu?
- Ué, não te disse? Você estava loiro e foi sequestrado.
- Sim, eu sei, mas eu apareci?
- Não.
- …
- Descobriu alguma coisa?
- Sim.
- O quê?
- Que nem Freud te explica, mãe!
P.s.: História copiada de fatos reais que aconteceram comigo. O Victor pode não se lembrar, mas eu já decifrei um sonho dele! E sim, tentei decifrar um sonho da minha mãe, sem sucesso. Droga!

Novamente, os sonhos…
Meus sonhos são a materialização bioquÃmica da psicodelia neuronal!!!
Se é que me entende hehehe
Eu prefiro não tentar desvendar o meu inconsciente projetado nos sonhos, pra não ter consciência das minhas inconsciências, sabe? Tem coisa que é melhor deixar pra lá e não mexer…
Tem sonho que te revela coisas sobre vc, mas q vc não quer acreditar… tem sonhos que só te fazem rir…
Tem sonhos que não tem nada a ver com seus desejos inconscientes, são só exercÃcios cerebrais durante o sono R.E.M..
Enfim… Falei demais (acho que pra acompanhar seu texto longo)!
E sei que vc desistiu de me responder, então fico no aguardo do próximo texto.
Mil bjus!!!
Pois é, Soraya, novamente os sonhos. É o que játe falei: uma das coisas que mais gosto de fazer é dormir. Por isso os sonhos de novo!
Se a gente fosse ficar aqui pra falar dos sonhos, sua interpretação segundo Freud, o tal do R.E.M, que eu pensava que era apenas uma boa banda dos anos 1980, realmente vamos nos alongar muito nesse assunto…
E não desisti de te responder não, ta? Respondo se necesário e o mais rápido possÃvel, ou caso contrário você vai arrumar um site melhor para visitar…
Beijo!