NadaCrônicas, 24
Ou Ainda O Insone
Está difÃcil dormir. E não são as dÃvidas ou as preocupações do dia-a-dia que não me deixam dormir. Não é nada, só não consigo dormir, pelo menos na hora que eu tinha que estar dormindo. Ainda bem que não trabalho com máquinas pesadas. Mas isso pouco importa. Tenho sono. Muito. Mas não prego os olhos. Já tomei chá de erva cidreira, de erva proibida, até tomei o chá das cinco. Tudo que consegui foi uns baratos, ter algumas alucinações, como ver elefantes brancos ou a hora do rush sem engarrafamento na Avenida Brasil. Tentei usar da psicologia reversa, pensando que não queria dormir para poder dormir, mas ainda estou acordado. Mais acordado do que de costume. Fiquei até com vontade de fazer uma faxina em casa à s 3 da manhã. Mas é vontade que dá e passa com um banho frio.
Depois contei carneiros. Exatos 1.532.486. Contei polÃticos honestos. Um, ou dois, não me lembro agora. Contei até botafoguenses. Exatos 19. E nada de dormir. E comecei a fazer listas no estilo “cinco maisâ€. Cinco melhores solos de guitarra, cinco melhores jogadores de futebol que vi jogar, cinco maiores mentiras, e nada. Desisti. Nunca fui bom com listas, nem com as de supermercado. Sempre acabo esquecendo de alguma coisa.
Tentei até esvaziar a cabeça. Tentei, e não consegui. Mas foi tão cansativo tentar esvaziar a cabeça que acabei tirando uma soneca.