Archive for the ‘Filosofia de Boteco’ Category

Longe, Beeeeeeeeeem Looooooooonge…

Para onde fica o longe? Para a direita, para a esquerda, daqui a algumas estações de trem? Quem sabe? O longe é mais do que um lugar, o longe é o sentido de tudo. Ora, o longe, desconhecido, que a gente vive escutando que é muito mais longe do que a gente imagina, pode estar na verdade a dois segundos no futuro. Muitos acham que não irão muito longe na vida. São os que acabam indo longe mesmo, porque passam a ter consciência de que o céu é o limite. Os que sempre acham que vão longe são os que vão longe demais, só que na própria decepção, porque pensam que a sorte é o bastante. E não é. Nunca.
E quanto à distância entre as pessoas? A gente vive esbarrando em um bocado de gente, mas sempre se acha sozinho. A solidão em meio à multidão é a pior coisa. Uma cidade enorme e ninguém para nos escutar. Um mundo com bilhões de pessoas e ninguém para dar o mínimo de atenção para a gente. Minha mãe sempre me disse: quantidade não é qualidade. Mais vale meia dúzia de amigos em que a gente pode confiar em qualquer circunstância do que ter um milhão de amigos e na hora em que temos que contar com pelo menos um deles, todos somem. Amigos são mais raros que água potável, e tem gente que ainda desperdiça, água E amizade. Depois reclama da solidão. É uma coisa complexa.
O longe para mim não é o mesmo longe para você, com certeza. E se eu morar onde todos consideram longe? São os outros que estão longe de mim, não o contrário. Depende do ponto de partida e dos pontos de referências. Em certos casos nem a distância impede coisas mágicas, como amar uma pessoa que mora às vezes do outro lado do mundo. Depende do tamanho do seu mundo. Se o seu mundo é o suficiente para separar alguém especial de você, desista de viver. Caso contrário, nem quilômetros e quilômetros são capazes de impedir o amor.
O longe é inimigo do tempo e da distância.

Atenção: se você conhece alguém que mora lá para os lados de Plutão (ou de Seropédica, tanto faz, é tudo perto - um do outro, claro), essa pessoa mora longe mesmo.

Filosofando…(4)


Só Existe luz no fim do túnel para quem tem uma lanterna.
Pense Nisso!!!

Filosofando…(3, A Hora da Auto-Ajuda)


Está triste? Durma!!!
Gasta menos energia que rezar e é muito mais saudável do que se drogar!!!
Vou dormir!!!
Boa Noite!!!

Filosofando… (2)

A única coisa que se ganha sendo bonzinho é o Prêmio Nobel da Paz. A propósito, quem ganhou o último?

Filosofando…

 

Nada melhor que rir da própria desgraça. A gente se ferra, mas se diverte!!!

Mas minha consciência está tranqüila…

Duas coisas martelam minha cabeça desde a semana passada. A primeira é uma constatação, que ficou mais clara ao ler pela enésima vez “O Príncipeâ€, de Maquiavel: de que os seres humanos são malvados por natureza. Eu já tinha a minha idéia sobre o comportamento humano, e, infelizmente, sinto muito em dizer que a nossa malvadeza vem de berço. Verdade, dizer que todos nós somos malvados por natureza é forçar a barra. A questão é que a ocasião faz o ladrão, se é que vocês me entendem. O que quero dizer que por trás de toda maldade que fazemos há uma sociedade que nos molda desde que nascemos para termos determinada postura, partindo do menor núcleo humano de convivência, a família, até as esferas mais altas da nossa complexa sociedade. Se no século XVIII havia a questão do “bom selvagemâ€, ela para mim ainda persiste, mas como um ideal que o homem de hoje não vai e parece não querer alcançar. Em suma, sou um pouco partidário da idéia de que a sociedade em que vivemos influencia de forma decisiva em nosso comportamento durante a toda nossa vida. Se essa sociedade planta o bem, ótimo. Há grandes chances de sermos bonzinhos. Caso contrário, acontece a mesma coisa, mas indo na direção oposta.
O outro pensamento que me tirou o sono durante a última semana foi uma fala igualmente perturbadora, uma verdade sobre a nossa consciência, que escutei do músico Marcelo Nova, que dava uma entrevista num programa que não me recordo o nome, na MTV. Ele disse com todas as letras, e por mim, com toda razão: “a consciência só existe para nos absolverâ€. Vocês conhecem aquela expressão muitíssimo usada, “mas estou de consciência tranqüilaâ€, que usamos depois de fazer uma coisa que a gente deveria não ter feito? Claro que estamos de consciência tranqüila. Se a consciência não nos absolvesse das besteiras que fazemos todo dia, a gente não conseguiria dormir, já que estaríamos nos remoendo de remorso.
Entenderam onde quero chegar? Fizeram a ligação entre uma coisa e outra? Nossa maldade nos absolve das cagadas diárias. Se você brigou com alguém querido, por achar que você estava com razão, mas com a cabeça no lugar, depois de ter pensado um pouco, você descobre que estava errado, não se preocupe: sua consciência vai te absolver, no máximo em três dias. Se você falou uma coisa que deveria falar, mas, por n motivos, não deveria falar, a consciência te salva. A consciência é tão boazinha com a gente quanto nossa mãe, que fala que fizemos uma enorme besteira, mas nunca vai nos abandonar, por mais que sejamos malvados. Então, leve esse pensamento com você: faça a besteira que for, porque a consciência vai te entender. Claro, você pode ser condenado pela justiça dos homens e pela divina se você acreditar nas duas ou só em uma delas, mas sua consciência sempre vai te deixar tranqüilo. A frase mais libertadora que escutei até agora na minha vida não foi “os proletários de todo mundo não tem nada a perder senão seus grilhões. Tem um mundo a ganhar†nem “rodízio de carne por R$ 9,90â€, foi uma que escuto e falo desde pequeno:
“mas estou de consciência tranqüilaâ€.

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