Archive for the ‘Música’ Category

Prazer, Poesia

Ou Ainda I Wanna Be Black Thought

Curiosamente (ou nem tão curiosamente assim), minhas primeiras inspirações para fazer poesias partiram do mundo do Rap. Tanto que se eu der uma olhada nas primeiras coisas que escrevi, quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, em muito tem a ver com o Rap. Um discurso até um tanto agressivo, a temática em sua maioria de crítica social, misturado com aquele espírito meio rebelde e contestador da adolescência, apesar, claro, de eu considerar o todo dessas minhas primeiras poesias fraco hoje, apesar de muito esforçado. Mas foi a partir daí que meu interesse pela poesia aumentou cada vez mais. Não é exagero nenhum dizer que Racionais Mc’s me apresentou Carlos Drummond de Andrade e Tupac me apresentou Vinícius de Moraes.
A música até hoje tem influência muito grande nas poesias que faço, e uma das minhas maiores influências – desde sempre, acho eu - é justamente o grupo de Rap The Roots. Toda vez que escuto uma música deles, lembro desses tempos em que eu engatinhava de forma um pouco mais séria (se é que o que eu escrevo já é algo sério…) no maravilhoso mundo da literatura. Ao escutar algumas faixas do álbum mais recente deles, “How I Got Overâ€, um filme passa pela minha cabeça. E me dá muita saudade!

Link para a minha música predileta desse último álbum deles:

The Roots, “Now or Never”

Hora de Faturar Com O Merchan…

banner_oi_novo_som

Vale a pena dar uma conferida! Acessem!

Abraço!

Ai, O Afrobeat…

Fela Kuti, o maior expoente do Afrobeat

Desde que eu me entendo por gente, gosto de música. E nesses meus 23 anos de vida, já escutei muita coisa: Músicas que me fazem rir, chorar, lembrar das diferentes fases da minha vida, e assim por diante. E julgo que até para quem tem menos intimidade com a música do que eu não seja diferente. Mas uma coisa - coisa não! Estilo musical – que vem me chamando atenção há um tempo é o tal do Afrobeat. Ai, o Afrobeat. Nunca um estilo musical me fez viajar tanto. Mas não é a viagem de “baratoâ€, “alucinação†não. Quer dizer, é, mas também não é. Pela primeira vez um estilo musical faz minha cabeça viajar quilômetros de distância sem sair do lugar. Ele me faz atravessar o Oceano e imaginar a Ãfrica dos anos 1960, 1970, cheia de esperança, recém-independente, teoricamente livre do jugo do homem europeu. A cada música me sinto mais afro (até afro-disíaco, rá!). É como se eu estivesse com meus pés descalços correndo nas ruas de terras batidas (imagem talvez tão africana, mas ao mesmo tempo tão brasileira) sob um sol de rachar…Ai, o Afrobeat!
É uma sensação ao mesmo tempo tão nova, tão “geograficamente alucinógena†- agora fui longe demais, não? – e estranha. Estranha não pelo fato do tal “barato geográficoâ€, mas porque outros estilos que gosto mais do que o Afrobeat (por questão de tê-los conhecido primeiro), como o Reggae, ou o Hip Hop, ou ainda o nosso Samba não fazem me sentir em um bairro pobre de Kingston, nos guetos nova-iorquinos ou nas favelas cariocas. O Afrobeat parece mágico. Parece não, é. O Afrobeat é a mais pura magia negra africana.

Mas, afinal, que raios é esse tal de Afrobeat?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrobeat

Link do You Tube para uma das minhas músicas prediletas, Brownout - Africa Battle

Memórias Infantis de Um Homem Infantil, 3

logo

Não conhece? www.espantalhotorvo.com

Dedico aos dois melhores guitarristas da minha banda, os Irmãos Gallagher de Quintino, Felipe e Danilo.

- Ó, a parada é a seguinte: vocês vão tocar numa terça-feira, lá pras 23 horas, e a gente vai dar para vocês uns 40 ingressos para vocês venderem a r$ 10 cada um, pra nos ajudar a pagar o espaço. Ou seja, vocês vendem uns 20 para pagar a gente e o resto que vocês conseguirem vender pode ficar para vocês.
- E se a gente não conseguir vender r$ 200 em ingressos?
- Ué, tira do bolso de vocês! Tira do bolso ou não toca. Mas não fiquem preocupados, porque o dia e o horário são muito bons, vocês vão conseguir acabar com esses 40 ingressos facinho, facinho.
- Sei… mas vocês vão fazer propaganda do evento também, né?
- Claro! A gente vai colocar uma nota de rodapé no site www.quinquagesimoterceirofestivaldebandasindependentesdoriodejaneiro.com, um site que tem, aproximadamente, 12 visitas por dia.
- Legal! Mas e a aparelhagem?
- Tudo de primeira.
- Mas essa caixa com cheiro de queimado e esse surdo da bateria com um dos pés improvisados com um tijolo? Isso porque nem falei do palco pequeno até para um trio de punk rock anão da Somália. Parece que a parada aqui é meio caída…
- Que caída nada, rapá, é pra dar um clima meio old school, total garage badass modafucka underground ao lugar e tal…
- Pô que legal! Vamos tocar então.
- Qualquer coisa eu também produzo bandas…Conhece Metallica? Fui eu que tirei eles do underground…

Já É?

Faça do Autor Um Indigente Menos Miserável!

Agora Fique Com O Melhor da Propaganda!

É isso aí, garotada, agora o melhor da nossa propaganda de nada.

Vocês sabem que vida de escritor no Brasil não é fácil. Por isso eu trabalho com outras coisas que dão tanto dinheiro quanto escrever para ver se junto um dinheiro para ser considerado miserável, segundo os padrões altíssimos da ONU (Us$ 1/Dia? Aff, Isso é Uma Fortuna…). E essa é a melhor oportunidade de vocês, meus 13 amigos leitores, me ajudarem nessa empreitada. Então, dia 27 de março, apareçam lá em Marechal Hermes e ajudem esse pobre escritor, que nas horas vagas (ou nem tão vagas assim) é um músico. Até porque tenho que angariar fundos para minha ONG, Associação dos Negros Pobres, alimentar mais sete irmãos e 18 filhos mulatos e ilegítimos – fazer o que se são as brancas que mais gostam de se lambuzar com “O†chocolate, hum?
Os ingressos podem ser comprados com as bandas Tópico 3 e Espantalho Torvo, pessoalmente, por email, por telegrama, código morse ou sinal de fumaça, e estarão à venda em breve na Ronin Tattoo Shop (Rua São Francisco Xavier, 465-c, esquina com a Rua Dona Zulmira, no Maracanã).
Então é isso, gente. Em breve voltaremos com a programação normal. Plim-plim!

Easy AdSense by Unreal
Theme Tweaker by Unreal