Archive for the ‘Rio de Fevereiro’ Category

Poesia Numa Hora Dessas? (19)


Grito de Guerra Do Carioca, ou simplesmente (sempre com nossa marra costumeira) Eu Sou Do Rio

Ei meu amigo
Em briga de Saci não tem rasteira
Já dizia o Malandro
Quem é do Rio não bobeia

Ei meu amigo
Tenho lava de vulcão nas veias
Já como dizia minha Mãe
A Inveja é coisa feia

Já como dizia meu vô
Fui garçom na Santa Ceia
Já como dizia o Malandro
Quem é do Rio nunca bobeia

Já como dizia o Malandro
Quem é do Rio jamais
Bobeia

Rio, 22 de Dezembro de 2008, calor de matar.

De Volta Para o…Passado

O Rio de Janeiro está na sua Idade Média – ou das Trevas, com todo trocadilho possível. Já não basta a ignorância reinante, que não é privilégio da gente, o mundo todo está assim, e as verdadeiras batalhas campais que ocorrem algumas vezes por semana por aqui, capazes de fazer a Segunda Guerra Mundial ser apenas uma briguinha, ainda temos que viver em feudos. Sim. Feudos. Todos que são relativamente poderosos tem seu quinhão de terra: vereadores têm seus redutos, deputados também, traficantes, milícia…e por aí vai. Ou você e sua comunidade buscam proteção nessas figuras ou vai ficar desprotegido. Sem água, luz, gás, TV a cabo ou internet banda larga. Protejam-se!

“Chooove Chuuuva, Chove Sem Parar…”

Em breve, na parte de vendas desse humilde blog, estará a venda o esperado livro “Como Pessoas Inteligentes Usam Guarda-Chuva”, de George W. Bush.

Esses últimos dias aqui no Rio ficaram naquele “chove, não choveâ€. Como odeio pegar chuva, ainda mais vivendo numa cidade onde um chuvisco de dois minutos pára a cidade toda, nas últimas duas ou três semanas eu carreguei o guarda-chuva para tudo que era lugar. Podia amanhecer com um sol de rachar e estar fazendo 27 graus antes das sete da manhã, lá estava eu de guarda-chuva a tiracolo, esperando a chuva chegar. Duas semanas com um sol danado, e nada de chuva. Até que um dia eu vi que a minha mochila estava muito cheia. Era marmita, material de estudo, material de trabalho, a Taça Jules Rimet, o Elo Perdido e outros mistérios da Humanidade estavam na minha mochila. Encontrei até o Osama Bin Laden dando mole no bolso menor. Então eu resolvi deixar na mochila apenas as coisas que eu precisaria. Olhei pela janela e pensei: “Hoje vai fazer um sol danado, não vai choverâ€. Choveu. Sorte que só choveu à noite, quando eu estava na segurança do meu lar.
De lá pra cá eu não tirei mais meu guarda-chuva da mochila. Anteontem, enfim, eu o usaria. Sim, usaria. Não o usei. Estava chovendo o equivalente ao volume de três Rio Amazonas aqui no Rio. E não é nada, não é nada, um guarda-chuva serve para alguma coisa, seja como bote ou arma contra assaltos. Só que quando abri o guarda-chuva, ele estava furado. Nunca peguei tanta chuva na minha vida.

Rio é Coisa de Cinema…Hollywoodiano

“Los Angeles é engraçada. Se você veste uma camisa azul, apanha de uma gangue. Se você veste uma camisa verde, apanha de outra gangue. Se você veste uma camisa colorida, apanha de uma torcida de futebol.â€

- Um personagem, que não me lembro quem, no seriado “Um Maluco no Pedaçoâ€, falando a respeito de Los Angeles. Só sei de duas coisas: a fala é de um amigo do personagem do Will Smith, que está visitando-o em Los Angeles, e que aqui no Rio você apanha até se não estiver usando camisa.


O Rio de Janeiro daria uma ótima locação para o cinema hollywoodiano. Uma coisa que venho reparando nos últimos tempos é que o Rio de Janeiro está cada vez mais parecido com a Los Angeles dos filmes americanos. Praias bonitas, mulheres promíscuas, valentões ostentando uma arma como se fosse um chaveiro, uma atmosfera de sensualidade, celebridades e papparazzi onde cada clic! é um flash, bairros onde o poder público não se faz presente, máfias dos mais variados tipos e procedências, e por aí vai. O Rio de Janeiro que é coisa de cinema. Americano, mas é.

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