Archive for the ‘Sexo’ Category

Eu no Duelos!

Fala gente!

Nada melhor que voltar com toda disposição. Estamos no quinto dia do ano e eu já com um texto do bom lá no Duelos Literários. Aproveitem!

http://duelosliterarios.blogspot.com/2010/01/ou-ainda-o-necessitado-ou.html

Abraço!

NadaCrônicas, 32

Ou Ainda Eu e Emanuelle

Quando a conheci, eu nem tinha maldade o suficiente para imaginar posições sexuais. Escutava os meninos mais velhos, de 15, 16 anos, falando de posição X ou Y e eu fazia força para tentar imaginar como que era. E, na maioria das vezes, achava aquilo tudo impossível, a menos que se estivesse transando com uma ginasta romena. Mas isso foi até eu conhece-la. Até pouco tempo achava que ela era muda. Pior. Muda e bem mais velha. Não sei se minha mãe aceitaria que seu então filho inocente se relacionasse com uma mulher mais velha.
Não sei onde Emanuelle se metia durante a semana toda (ou se era metida a semana toda, vai saber), mas a madrugada de sábado era nossa. Ela chegava lá em casa por volta das duas e pouca e ficava até… Não sei até que horas ela ficava. Só sei que eu ficava exausto um pouco antes das três e ia dormir sem me despedir, e ela nem ligava. Entrava muda e saía calada lá de casa, porque o barulho podia acordar as outras pessoas da casa. Pois é, sexo perigoso e divertido.
E ela me mostrou até alguns lugares do mundo, mas ela me mostrou também seu belo par de peitos. Isso para um garoto de 14 anos é bem mais interessante que viajar para ver touradas, ir a Ãfrica ou ao Oriente. Pensando bem, dependendo do par de peitos e do conjunto da obra, é bem mais interessante até hoje. Que seja. Lembro que tinha vezes que ela parecia outra pessoa. Tinha dias que ela tinha um jeitão tão anos 1980, em outros era um mulherão ao estilo anos 1990, mas sinceramente, pouco me importava. Só sei que tinha dias que as luzes ficavam meio baixas, o quarto parecia rodar… Tiveram algumas vezes que ela até me pediu para colocar um óculos 3D, para apimentar um pouco mais a noite, mas nunca consegui usar o tal óculos, por dois motivos: o primeiro era que eu achava – e ainda acho – ridículo usar óculos em lugares escuros, até porque já se enxerga pouco. O outro motivo era que eu não tinha o maldito dos óculos. Mas era bom, mesmo que com ela eu sempre tive a impressão de estar sozinho. Mas dane-se. Ela era minha.
Mas não era só minha. Meus amigos também conheciam Emanuelle. Como? Não sei. E faziam todas aquelas coisas que eu fazia com ela. Estranho. Não me lembro de ter participado de nenhum gang-bang, ainda mais com conhecidos, alguns que até hoje são bem mais feios que eu. Não faziam o tipo de Emanuelle, tenho certeza. Só podia ser mentira, blefe de moleque invejoso. Calúnia! Mas desde sempre sabia que não podia confiar em Emanuelle, que parecia separada de mim por um vidro, uma tela. Fiquei transtornado, inconsolável, pelo menos até o primeiro par de peitos que de fato toquei. Mas isso é outra história.

NadaCrônicas, 23

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Ou Ainda Contos Eróticos, 2

- Mas o que que tem lá?
- Po, cara, muita coisa boa…
- Como o que?
- Olha, tem rabo, coxa…
- Tem peito?
- Claro! Um peitinho é fundamental.
- Tem mais o quê?
- Rapaz, tem de tudo, tem lingüiça, mas só para quem gosta, porque você sabe que nem todo mundo gosta. Tem até um coraçãozinho pra quem quiser!
- Como assim, tem lingüiça, mas só pra quem gosta? Eu gosto de lingüiça. E mais, conheço muita gente que dá o que for por uma lingüiça!
- Eu já gostei, mas não gosto mais. Se você ou os outros gostam de lingüiça, problema de vocês. É enjoativo.
- Então você já experimentou, né?
- Ta, admito, experimentei, mas eu estou indo mesmo porque me disseram que tem pastel  de carne. Adoro pastel de carne.
- Pastel é bom, melhor que lingüiça. Um pastel de carne é uma tentação!
- Se é…
- Rapaz, vambora que não quero perder essa boca livre de jeito nenhum, to cheio de fome!

NadaCrônicas, 22

Ou Ainda Contos Eróticos, 1

Da séria série “Contos para os Maldosos”

- Flavio…
- Oi, pode falar.
- É que eu não estou conseguindo colocar aqui nesse buraco…
- Ô rapaz, não acredito! Coisa fácil de fazer!
- Eu sei, mas parece que está… Sei lá, fechado.
- Mas para essas coisas a gente não pode abusar da força, você sabe disso.
- Eu sei, tentei com jeitinho, mas não tá entrando.
- Peraê, cara, deixa que eu coloco. Mas eu vou tirar depois, é só pra te mostrar, hein!
- Ta bom.
- Aqui, ó, viu? Ta entrando.
- Hummm…
- É só ter jeito, colocar devagarzinho.
- Mas é que eu…
- Eu sei, você é novo nisso. Mas vou te ensinar um macete: se você ver que não está entrando no buraco que você ta tentando colocar, tenta em outro.
- Sei…
- Você tem culpa não, é moleque novo. Esses computadores não ligam em qualquer tomada.

NadaCrônicas, 19

tira409

Tirinha copiada de forma descarada do ótimo site www.linhadotrem.com.br

Ou ainda O Necessitado ou talvez Trabalhos manuais

- Pô, cara, to necessitado.
- Como assim, necessitado?
- Sexo.
- Hum.
- Mas a coisa está feia. Tenho medo de ter esquecido como se faz, e pior, talvez eu fique muito surpreso se eu lembrar de como se faz.
- Há quanto tempo você não faz sexo?
- Com uma pessoa?
- É, animal! Claro! Ou você acha que conta boneca inflável ou sua mão esquerda?
- Claro que não. Até porque com a mão esquerda a impressão que tenho é de estar fazendo sexo com uma estranha.
- Não enrola, cara. Quanto tempo faz que você não faz?
- Sei lá.
- A propósito, você já fez sexo?
- Com uma pessoa?
- Não, com um bode reprodutor, anta! Claro que é uma com uma pessoa!
- Do mesmo sexo ou de sexo diferente?
- Eu achava que você era hetero.
- E sou.
- Então por que ta me perguntando isso?
- Sei lá, gosto de te ver nervoso.
- Ta certo. Quanto tempo, garanhão?
- Não sei, talvez uns dois ou 20 anos, por aí.
- Porra, mas essa é sua idade.
- Pois é. Não sei mais o que faço.
- Ué, cara, internet serve justamente para pervertidos como você. Procura uns filmes, compra umas velas, um champanhe, para sua mão ficar no clima, sei lá.
- Não adianta mais.
- Como assim, cara? Na internet você encontra tudo de mais bizarro, fica a seu critério a escolha.
- Mas a coisa ta complicada: já vi todos os filmes da Brasileirinhas, de tailandesas, de russas, filmes hentai, softcore, hardecore, bondage, sadomasoquismo, sexo com travestis, com anões besuntados em gel, senhoras de 114 anos, sexo com mendigos… Nada mais me satisfaz.
- Entre mendigos? Me dá o link?
- Oi? Desculpa. Tava distraído.
- Crise. Seu relacionamento está em crise.
- Como assim, eu não me relaciono com ninguém!
- Como não? E sua mão? Já pensou em sexo com prostitutas?
- Já, mas é como fazer com a mão esquerda. É uma estranha.
- Então, meu caro, faça as pazes com quem sempre te satisfez. Salve seu casamento com sua mão direita ou vai ter que fazer algo muito difícil.
- É? O quê?
- Arrumar uma mulher.

Carnaval…Chora Cavaco!


Você está me vendo nessa foto? Nem eu.

Pego gancho num pensamento do meu grande amigo Felipe, um dos dois melhores guitarristas da minha banda e filósofo nas horas vagas. Abram aspas:

“O carnaval é nosso Ano Novo chinês!â€

Costumo rir de 98,32% das citações do Felipe, mas para meu espanto (e talvez até para o dele próprio), ele está certo ao fazer tal comparação. Carnaval parece coisa de outro mundo. Parece que a esperança da vida se transformar, que está guardadinha desde o Ano Novo, volta mais um pouquinho, nem que seja até a quarta-feira de Cinzas. Digo mais: no carnaval parece que se abre um portal para um mundo paralelo, onde tudo é permitido - mas na verdade eu só abri a porta daqui de casa. A gente se fantasia, fantasia em cima da fantasia das outras pessoas e às vezes, dependendo do papo e do teor etílico, despimos as fantasias uns dos outros.
É uma mistura de cores, odores, tambores, classes, raças, línguas, mãos, pernas e outras partes do corpo que ficam ainda mais cotadas nessa época do ano. E ninguém é de ninguém (como se já não o fosse assim nos dias normais).
Tudo é fugaz: as fantasias, a felicidade, os amores de carnaval e as rainhas de bateria, que, segundo uma teoria que desenvolvi ainda na adolescência, se escondem em suas casas (ou nas academias) durante o resto do ano.
Então aproveitem. Aproveitem que eu vou dormir até quarta-feira, até a hora da apuração, para ver se a Portela ganha alguma coisa. Abraço.

O Tempo, Pornografia Russa, Mega Sena e Outras Coisas Menos Filosóficas

O tempo é mais cruel que o Romário em seus áureos tempos, nos campos e nas boates. Quando o tempo podia passar voando, ele se arrasta. Quando podia passar arrastado, voa. Sempre foi assim. Estou olhando o relógio, encarando-o como se ele fosse se sentir intimidado e assim marcaria logo a saída do trabalho. Tudo que posso fazer é entoar o meu mais novo mantra: “Só até as cinco! Só até as cinco! Faltam duas horas! E nada de site pornô! Pornografia Russa é a melhor!â€. O mantra nunca funcionou.
Aposto que se eu estivesse num momento de orgasmos múltiplos com a mulher mais desejada do mundo, o tempo ia passar rapidinho. Em compensação, se eu entro numa fila quilométrica para pagar as malditas das minhas contas, o tempo demora a passar, a menos que eu esteja atrasado para alguma coisa. E se eu tentar faturar a mulher mais desejada do mundo numa fila de uma lotérica, sem ter lugar nenhum para ir? O tempo passaria mais rápido ou não? Impossivel dizer. Impossivel mesmo. A mulher mais desejada do mundo nunca estaria numa fila para fazer sua fézinha na mega sena. Tudo o que me resta é entoar meu mantra meia-boca: “Só até as cinco! Só até as cinco! Faltam duas horas! E nada de site pornô! Pornografia Russa é a melhor!â€

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