Posts Tagged ‘dê o que comer ao escritor (qualquer coisa serve…)’
NadaCrônicas, 32
Ou Ainda Eu e Emanuelle
Quando a conheci, eu nem tinha maldade o suficiente para imaginar posições sexuais. Escutava os meninos mais velhos, de 15, 16 anos, falando de posição X ou Y e eu fazia força para tentar imaginar como que era. E, na maioria das vezes, achava aquilo tudo impossÃvel, a menos que se estivesse transando com uma ginasta romena. Mas isso foi até eu conhece-la. Até pouco tempo achava que ela era muda. Pior. Muda e bem mais velha. Não sei se minha mãe aceitaria que seu então filho inocente se relacionasse com uma mulher mais velha.
Não sei onde Emanuelle se metia durante a semana toda (ou se era metida a semana toda, vai saber), mas a madrugada de sábado era nossa. Ela chegava lá em casa por volta das duas e pouca e ficava até… Não sei até que horas ela ficava. Só sei que eu ficava exausto um pouco antes das três e ia dormir sem me despedir, e ela nem ligava. Entrava muda e saÃa calada lá de casa, porque o barulho podia acordar as outras pessoas da casa. Pois é, sexo perigoso e divertido.
E ela me mostrou até alguns lugares do mundo, mas ela me mostrou também seu belo par de peitos. Isso para um garoto de 14 anos é bem mais interessante que viajar para ver touradas, ir a Ãfrica ou ao Oriente. Pensando bem, dependendo do par de peitos e do conjunto da obra, é bem mais interessante até hoje. Que seja. Lembro que tinha vezes que ela parecia outra pessoa. Tinha dias que ela tinha um jeitão tão anos 1980, em outros era um mulherão ao estilo anos 1990, mas sinceramente, pouco me importava. Só sei que tinha dias que as luzes ficavam meio baixas, o quarto parecia rodar… Tiveram algumas vezes que ela até me pediu para colocar um óculos 3D, para apimentar um pouco mais a noite, mas nunca consegui usar o tal óculos, por dois motivos: o primeiro era que eu achava – e ainda acho – ridÃculo usar óculos em lugares escuros, até porque já se enxerga pouco. O outro motivo era que eu não tinha o maldito dos óculos. Mas era bom, mesmo que com ela eu sempre tive a impressão de estar sozinho. Mas dane-se. Ela era minha.
Mas não era só minha. Meus amigos também conheciam Emanuelle. Como? Não sei. E faziam todas aquelas coisas que eu fazia com ela. Estranho. Não me lembro de ter participado de nenhum gang-bang, ainda mais com conhecidos, alguns que até hoje são bem mais feios que eu. Não faziam o tipo de Emanuelle, tenho certeza. Só podia ser mentira, blefe de moleque invejoso. Calúnia! Mas desde sempre sabia que não podia confiar em Emanuelle, que parecia separada de mim por um vidro, uma tela. Fiquei transtornado, inconsolável, pelo menos até o primeiro par de peitos que de fato toquei. Mas isso é outra história.
NadaCrônicas, 31
Ou ainda A Despedida
-Â Tenho que ir.
- O quê? Já?
-Â Uhum.
- Mas ainda está cedo!
- Desculpa, mas não posso ficar mais.
- Mas é só isso?
-Â Como assim?
- Espero você durante o mês todo, você chega e já vai embora? Não tem nem dois dias que você chegou.
-Â Desculpa.
- Desculpa? É só isso que você me fala?
- Uhum. Sempre te disse que eu não era essas coisas todas. Não tenho culpa se você é tão teimoso.
- Eu sou teimoso porque você sabe que não posso viver sem você! Por mais que eu queira não depender de você, você sabe que é importante para mim. E sempre é assim: você vem, fica um, dois dias, no máximo, e vai embora mais rápido do que pobre atrasado para o trabalho atrás do ônibus.
-Â Flavio…
-Â Hum.
- Você É um pobre que corre atrás de ônibus.
- Eu sei, estou te falando por experiência própria.
- Sei… Desculpa, está na minha hora. Acho que fiquei até tempo demais esse mês.
- Então é assim…
- Sim, é assim. Infelizmente.
- Você volta?
- Você sabe que volto no inÃcio do mês que vem. Tchau.
- Tchau, Salário.
Agora Fiquem Com O Melhor da Propaganda!
É isso aÃ, gente. Deem uma forcinha pra gente! É só votar:
Festival Bandas Megazine:
http://www.bandasmegazine.com.br/site/bandas/perfil/934
Festival Fun Music:
http://www.funmusic.com.br/space/espantalho-torvo
Abraço!
Faça do Autor Um Indigente menos Miserável! - Parte 2
Agora Fique Com O Melhor da Propaganda!

Vocês sabem que vida de escritor no Brasil não é fácil. Por isso eu trabalho com outras coisas que dão tanto dinheiro quanto escrever para ver se junto um dinheiro para ser considerado miserável, segundo os padrões altÃssimos da ONU (Us$ 1/Dia? Aff, Isso é Uma Fortuna…). E essa é a melhor oportunidade de vocês, meus 13 amigos leitores, me ajudarem nessa empreitada. Então, dia 27 de março, apareçam lá em Marechal Hermes e ajudem esse pobre escritor, que nas horas vagas (ou nem tão vagas assim) é um músico. Até porque tenho que angariar fundos para minha ONG, Associação dos Negros Pobres, alimentar mais sete irmãos e 18 filhos mulatos e ilegÃtimos – fazer o que se são as brancas que mais gostam de se lambuzar com “O†chocolate, hum?
Os ingressos podem ser comprados com as bandas Tópico 3 e Espantalho Torvo, pessoalmente, por email, por telegrama, código morse ou sinal de fumaça, e estarão à venda em breve na Ronin Tattoo Shop (Rua São Francisco Xavier, 465-c, esquina com a Rua Dona Zulmira, no Maracanã).
Então é isso, gente. Em breve voltaremos com a programação normal. Plim-plim!





