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Gaza, a Outra


É outra Gaza, mas as vítimas são sempre as mesmas.

Gaza (música de Flavio Braga, Felipe Juliani e Danilo Juliani)

Linha Vermelha, sinal de perigo
Aqui não se foge, se acostuma
O pancadão emudece o velho choro
que ecoa da Maré até a Pavuna

Não há nada que estanque o sangue
No caminho entre o boteco e a igreja
Soldados do Alemão, na contenção
Não há poder público que nos proteja

Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas

Em Gaza

Se na Linha Amarela não pode passar
Mas não tem volta, sempre se acostuma
O sol brilha no céu com tantas pipas
e traçantes de Lucas a Inhaúma

Confundindo alegria com guerrilha
Só deus protege na falta de fé
Nunca é tarde para a tragédia
O sol não se põe no Jacaré

Não tem gringo, madame nem praia
Só veias abertas

Em Gaza

Vocês podem conferir a música na parte “Escute Espantalho Torvo!”, aqui no blog, ou acessando o Bandas de Garagem (www.bandasdegaragem.com.br/espantalhotorvo)

Gaza

Tirinhas copiadas descaradamente do site Vida Besta (http://www.vidabesta.com/)

É óbvio que líderes mundiais não escutarão meu resmungo inconformado, mas mesmo assim eu insisto. Toda guerra é burra. Toda guerra é covarde. Ninguém sai vitorioso. Alguns saem das guerras muito mais ricos, mas eles são poucos. Poucos e influentes. As guerras não acabam enquanto eles não tiverem vendido todo seu estoque de armas hi-tech para líderes que usam a guerra para se perpetuarem no poder. Os políticos são todos iguais. Incompetentes. As mães também são todas iguais, choram pela vida de seus filhos, não importa de qual lado do conflito elas estão.
Não importa de que lado você está, a única coisa que tinha que importar era a vida de inocentes, e a vida dos inocentes é a última coisa com que se preocupam numa guerra. Todos os argumentos se perdem ao som das primeiras rajadas de metralhadoras, não importa se é o certo ou o justo, mas ao usar a violência todos os argumentos são insuficientes. Os diplomatas não tem mais serventia, a não ser abaixar a cabeça para a ignorância da guerra. Justo eles, homens que conhecem meio mundo, várias culturas, os mais estudiosos, agora tem tanta importância quanto os inocentes, isto é, nenhuma. A ignorância venceu, e de goleada, com cinco jogadores a mais e aos 10 minutos do primeiro tempo. É uma vergonha, é um ultraje, é uma Faixa de Gaza, é um Sudão, é um Rio de Janeiro. É uma guerra.

Minhas Armas!!!

Minhas armas são de fácil manuseio. Qualquer um pode usar, até criança.
Minhas armas, se usadas de maneira apropriada, têm alcance inimaginável. Não distingue sexo, idade, credo ou nacionalidade.
Minhas armas acertam o alvo em cheio, mesmo o atirador sendo míope.
Minhas armas não custam caro, mas exigem muito esforço para não enferrujar.
Minhas armas são tão boas que até pacifistas usam.
Minhas armas fazem com que as crianças tornem-se verdadeiros soldados, sem temer os mais fortes, porque as crianças quando aprendem a usa-las, se transformam nos soldados que fazem os maiores estragos.
Minhas armas não são feitas de ferro, não têm pólvora ou controle remoto, o que reduz em muito os acidentes.
Minhas armas vão de A a Z, e não é porque são muitas, nem tem um nome grande como paralelepípedo ou otorrinolaringologista.

As letras, as palavras. Nossas maiores armas. O meu maior sonho é que todas as crianças do mundo as usem sem moderação.

Minha arma é tão poderosa que nem um canhão “Made in USA” é páreo para ela.
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