A Nossa Dependência do Celular
Não é feitiçaria (é um elástico!), é tecnologia!
Todos nós sabemos a importância que o celular tem na vida de quem tem um. Muitos deles, além de fazer e receber chamadas (isto é, o mÃnimo que esperamos de um telefone), mandam mensagens de textos, tocam músicas, tiram fotos, tomam conta das crianças, fatiam, cortam, lavam e passam e outras inúmeras tarefas. E uma coisa que venho notando também é que o celular tomou o lugar do relógio de pulso, mas fugindo da obviedade de que o celular – olha só que novidade! – também tem relógio. Relógio, despertador, agenda, calendário, nome, CPF, paga imposto de renda e tem time do coração.
O engraçado é que parei de usar o relógio de pulso por conta de um impulso meio anarquista. O relógio é o aparelho mais eficaz no domÃnio do homem (ler “A Revolta dos Relógiosâ€, deste autor que vos fala, em breve na livraria mais próxima da sua casa. Ou não). Lembro que foi como se eu tivesse me livrado dos grilhões da opressão, tal qual um Zumbi, versão classe econômica e magrela. Enfim, a partir do momento que me “libertei†da “ditadura do relógioâ€, não me preocuparia nunca mais se estou adiantado ou atrasado para algum compromisso, até porque, se estivesse adiantado, tudo bem. Caso contrário, paciência. Só que o celular tomou o lugar do relógio de repente. Não são poucas pessoas que morrem por terem ficado uma horinha sem celular. Eu, apesar de ter celular, se eu o esqueço em casa – o que acontece com uma certa frequencia - , não é o fim do mundo. É até um alÃvio. O problema é quem me liga, já que se não atendo o maldito do celular, a pessoa pensa que ou morri, ou fui abduzido por extraterrestres fêmeas com a bunda na frente do corpo sedentas por sexo (uma pena…), ou que fui sequestrado ou ainda que sequestrei alguém (ou os dois!) e por aà vai.
O ponto é: reparem só nas pessoas ao seus redor que usam celular. Se veem que ninguém as ligou, repare na cara de tristeza. Se perderam uma ligação, então, é caso digno de tragédia grega. Por isso que às vezes penso que as máquinas estão perto de escravizar a gente. Hollywood às vezes acerta.
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