Posts Tagged ‘vale a pena sofrer de novo’

Pif! Paf! Soc! Catapimba! É Combo no Duelos!

Fala Gente.

Os dois poemas que faltavam da séria série “Amor e Futebol”, que estou publicando no Duelos Literários já estão por lá para vocês darem uma conferida. Espero que gostem. Clicaê:

http://duelosliterarios.blogspot.com/2009/12/amor-e-futebol-iii-ou-ainda-o-reserva.html

http://duelosliterarios.blogspot.com/2009/12/amor-e-futebol-iv-ou-ainda-erecao-por.html

Abraço!

Sobre Desistir e Perder

Hoje sei a diferença entre desistir e perder. Até pouco tempo atrás parecia que as duas palavras caminhavam de mãos dadas. Mas não andam. Não pode existir vergonha de perder. Todos somos passíveis de erros, não existem pessoas invencíveis. Talvez existam pessoas mais fortes, isso sim. Mas mesmo essas pessoas mais fortes podem perder um dia, mesmo que elas vejam que elas não tem esse direito. Mas até elas tem. Com a derrota a gente baixa a bola, repensa as estratégias e continua a caminhada. É o caminho: caiu? Levante. Caiu mais uma vez? Levante de novo. Simples assim.
Já desistir, não. Desistir por desistir é ter que carregar uma eterna derrota nas costas e não enxergar esse fato, falar que as coisas são assim mesmo e ponto final. Só isso.
Por isso, lute. Mesmo que tenha 1% de chances, mas lute. Não desista sem tentar. Sei que esse papo é mais antigo do que andar para a frente, mas é a mais pura verdade. Lute. Lute e tenha um sonho tranqüilo.

(in)Segurança Feminina!

Penso que o Angeli conseguiu explicar nesse quadrinho a questão da segurança feminina e da sensibilidade masculina melhor do que meu texto… 

Uma das poucas coisas que eu tenho certeza que vou morrer sem saber é o porque das mulheres serem tão indecisas. É um tal de “talvezâ€, de “seâ€, de “seráâ€, que deixa qualquer homem maluco. Claro, não estou falando que todas as mulheres são assim, tem um número considerável delas (0,2%, e diminuindo) que apertam o famigerado botão do “foda-se†e tudo acaba bem. Também não posso dizer, como se fosse uma verdade absoluta, que os homens são mais decididos. Somos bem medrosos, mas por questões da natureza e sociais, temos sempre que mostrar o contrário. Mas a indecisão das mulheres é uma coisa que me preocupa algumas vezes, mas não deixa de me fascinar.
E me fascina, sim. Tanto que se eu não gostasse, eu procuraria me relacionar amorosamente com homens. Mas como não gosto de ver ou tocar – ou ser tocado por - pênis alheios, prefiro as mulheres. Mesmo que elas inventem mil fantasmas em torno do simples ato de dizer sim ou não e demorem três meses para responder, eu amo as mulheres e vou morrer amando.
Mas até que pensando um pouco melhor, até que entendo um pouco as mulheres. Nós homens inspiramos tanta confiança como uma zaga formada pelo Junior Baiano e o Odvan. 

Eu no Duelos

“Leia ou você vai se ver comigo!” - Palavras de incentivo à leitura do Honorável Chuck Norris. 

Olá meninos, meninas e colunas do meio, mais um poema para os apaixonados lá no Duelos. Esse calor tá me deixando com o coração mole demais…

http://duelosliterarios.blogspot.com/2009/11/amor-timido-por-flavio-braga.html

Abraços!

Pif! Paf! Soc! Catapimba! Combo de Tristeza!

Serei sincero com vocês. Hoje acordei sentindo o coração apertado e pequeno como uma moeda de um centavo cortada ao meio. O que mais machuca o coração são dias assim. A gente diz que não sabe o que é, mas sabe. A gente diz que não é nada, mas é o que define o sentido da vida. A gente diz que vai passar, e até passa, mas volta. Diz que já esqueceu, mas é inesquecível. Nada pior que amar e ter a certeza de que não é amado. Tristeza. Muita tristeza. Eu acho que vou cortar meus pulsos agora. Droga. Só tem faca cega. Viver. Viver após mais uma morte. A morte do amor. De novo.

Paulinho da Viola - Pra Fugir da Saudade
(E eu não paguei os direitos autorais…)

Saudade
Você fez da minha vida
Uma rua sem saída
Por onde andou minha solidão
E hoje
Quando tudo é esquecimento
Uma flor sobrevive ao tempo
e se desfolha em meu coração
para aliviar meu sofrimento
O silêncio, meu canto de felicidade
Dentro de um samba disfarço o que ela me fez
Quero abrigar, no entanto,
Mais uma flor que renasce
Para fugir da saudade e sorrir outra vez
Saudade
Você fez da minha vida
Uma rua sem saída
Por onde andou minha solidão
E hoje
Quando tudo é esquecimento
Uma flor sobrevive ao tempo
e se desfolha em meu coração
para aliviar meu sofrimento


Mágoas de Um Bonzinho

Às vezes invejo os cafajestes, ainda mais que por mais que eu me esforce, nunca serei um. A vida real, crianças, é muito diferente do conto de fadas, não se iludam. O mundo não é dos bonzinhos. Não é, e nunca será. Os bonzinhos serão para sempre os carregadores de piano. O mundo é dos cafajestes. Eles dominam a cena política e roubam milhões dos cofres públicos, mas todos o amam, porque os cafajestes são do tipo “rouba, mas fazâ€. Se um bonzinho consegue chegar a um cargo público, ou não dura ou o povo vai ficar falando mal dele enquanto ele for vivo e depois dele morrer. O cafajeste, não. Tem estátuas, tem seus nomes nas principais avenidas, o lugar de protagonista na História. Aos bonzinhos restam uma nota de rodapé de página.
Os cafajestes é que são tidos como homens de verdade, essa não é a realidade. Penso que os cafajestes não têm a força de um bonzinho. Se você tem um amigo bonzinho, comece a reparar nele e escute sua história. Os bonzinhos são, na realidade, uns fortes. Com aquele jeito meio amargurado, mas sereno, de fala mansa, andando sempre meio cabisbaixo, tidos como lerdos, eles sim suportam as piores torturas. É o que chamamos no estudo da História de “História dos vencidosâ€. Eles não nasceram para brilhar. Em nada. Triste, não é? Aos bonzinhos restam as lágrimas, o sabor amargo da vida discreta e as piores mulheres. Sim, as piores mulheres. Os cafajestes sempre tiveram as melhores mulheres. Até as mais inteligentes se curvam a um cafajeste. Todas as mulheres falam que sonham com um homem romântico, com os pés no chão e que dê segurança. Teoricamente os bonzinhos reúnem todas as qualidades citadas e talvez outras não citadas por conta do horário e das crianças que lêem podem estar lendo este texto (pára de ler isso, criança! Vai jogar um videogame ou brincar de médico com sua prima! Escrever é coisa de bonzinho). Mas quem elas procuram? Os cafajestes. Reclamam que o cafajeste a levou para a cama, deitou e rolou, depois dormiu e de manhã elas ainda acordam sozinhas e depois o cara não liga mais, porém, como diz o ditado popular, “amor de pica é que ficaâ€. O bonzinho, coitado, fica na mão. Literalmente. Aos bonzinhos resta serem os melhores amigos. Coadjuvante. De novo.
Os cafajestes ganham em todas: são as estrelas do futebol, são os “pais do povoâ€, os chefes, os que podem ter qualquer mulher (qualquer mulher mesmo) e assim por diante. Os bonzinhos, bem, os bonzinhos são o resto.

Coração é igual a mulher de malandro

Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu um erro por duas vezes. A sabedoria popular diz que errar é humano, mas errar duas vezes é burrice. Meia verdade. Essa equação tem uma resposta diferente no amor. O amor é lindo, mas é uma desgraça, uma verdadeira novela mexicana, sem laquês nos cabelos, mas com efeitos especiais de quinta categoria quando temos a certeza que estamos nos apaixonando de novo. E pensar que dias antes disso acontecer, provavelmente aquela idéia de não se apaixonar por mais ninguém povoava a cabeça do pobre romântico… Mas o amor, sentimento tão doce como balinha Juquinha, mas tão astuto como uma raposa da política brasileira acerta seu coração de novo.
Prepare seu coração, pobre romântico! Começou tudo de novo…

Trilha Sonora: “Último Romanceâ€, dos Los Hermanos.

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